quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Perseverança é fundamental para o sucesso no tratamento do vitiligo

Essa doença, que se caracteriza pelo surgimento de manchas brancas na pele, não é fatal, mas causa muito constrangimento aos portadores. Por isso mesmo, quem suspeita que possa tê-la deve consultar logo um médico dermatologista. Também é fundamental que persevere e tenha disciplina no tratamento. Quem age assim têm mais chance de se livrar do vitiligo. Ou resta aceitar e se livrar do proprio preconceito. Não é fácil,  mas em primeiro lugar é primordial nos aceitar e aprender a nos respeitar, assim os outros também aprenderam a respeitar nossas diferenças.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mãos Amigas reúne portadores de vitiligo e psoríase em Rio Branco

Associação visa prestar esclarecimentos à sociedade e combater o preconceito contra as doenças

VitiligoPortadores se unem em torno de uma campanha de esclarecimento (Foto: Assessoria)No intuito de levar a sociedade informações a respeito do vitiligo e ainda promover ações que possam auxiliar no tratamento dos portadores da doença, foi formalizada a associação Mãos Amigas dos portadores de vitiligo e psoríase em Rio Branco.

O grupo já contatou mais de 20 pessoas que foram acometidas pela doença e que farão parte da associação. A meta é desenvolver campanhas de conscientização da sociedade, explicando o que é o vitiligo e suas causas. Além disso, muitos portadores não têm condições de fazer o tratamento e a associação pretende pleitear parcerias juntos ao governo do Estado para custeio dos medicamentos.

Para a funcionária pública e membro da associação, Dôra Ferraz, o principal desafio é vencer o preconceito. Ela defende que falta esclarecimento a sociedade e mais ainda estudos sobre a doença e acrescenta que apenas 2% da população mundial desenvolvem a vitiligo.

Essa é uma oportunidade que vamos ter de nos conhecermos, de juntos mostrarmos a sociedade que nossa diferença está na pigmentação da pele, mas nós somos todos capazes, não somos deficientes. E vitiligo não é contagioso, não transmite no contato, trata-se de uma doença que surge a partir de um distúrbio emocional”, argumenta.

Ela conta que teve vitiligo aos 15anos e após um longo tratamento a doença havia desaparecido. Porém 20 anos depois da primeira aparição e por motivo desconhecido, mas de cunho emocional as manchas voltaram e se intensificaram pelo corpo de Dôra. Para ela o apoio da família é fundamental, pois o portador também tem o período de não se aceitar e a base da superação é a família.

O repórter fotográfico, Marcos Vicentti, também portador do vitiligo defende que buscas por tratamentos e informações a respeito da doença é a principal meta do grupo. “ È necessário que conheçamos o máximo de pesquisas e tratamentos a respeito do vitiligo, até para que tenhamos condições de ultrapassar as barreiras do preconceito e da própria aceitação, seja com remédios, palestras e ainda tratamento psicológico, vamos em busca de parceiros”, conclui. Qualquer Informação ligue para 3028 -7418

Colirio pode ajudar no tratamento de VITILIGO.





Pesquisa testa colírio para glaucoma contra vitiligo
Um colírio contra uma doença ocular, o glaucoma, pode ajudar no tratamento de pessoas com vitiligo

O medicamento contém uma substância, a bimatoprosta, também encontrada em um cosmético para aumentar e escurecer os cílios.

Por causa de sua capacidade de "coloração", o composto se mostrou eficaz para repigmentar manchas brancas de pacientes com vitiligo, segundo resultados preliminares de um estudo de pesquisadores do Hospital e Escola Médica Gian Sagar, na Índia.

As conclusões foram apresentadas no último Congresso Mundial de Dermatologia, em Seul, na Coreia do Sul. A exibição rendeu uma medalha de ouro ao trabalho na premiação do congresso.

Vinte pacientes com vitiligo participaram do estudo, mas, no congresso, os pesquisadores mostraram os resultados iniciais de dez deles. Sete tiveram as manchas brancas repigmentadas após dois meses de aplicação diária da substância nas lesões.

Todos tinham vitiligo estável, que não havia aumentado ou diminuído seis meses antes do início da pesquisa.

Promissor

Para a dermatologista Sarita Martins, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SDB), o tratamento é promissor. "Os resultados foram muito bons. E os efeitos colaterais foram baixos e pouco frequentes", afirma Sarita. Dos dez pacientes, dois relataram ardor, principalmente em áreas próximas à boca.

Celso Lopes, membro da SBD e médico do ambulatório de vitiligo da Universidade Federal de São Paulo, diz ainda que o uso da bimatoprosta pode ser uma opção a mais para o arsenal de tratamento contra o vitiligo. O dermatologista, no entanto, faz algumas ressalvas ao estudo. A primeira é que o número de pacientes estudados é muito pequeno. Além disso, os pesquisadores afirmam que os resultados foram melhores na face do que no tronco e em quem tinha vitiligo há menos de seis meses.

Segundo Lopes, resultados semelhantes podem ser conseguidos com medicamentos que regulam a ação do sistema de defesa do organismo, já usados  atualmente. Por isso, ele acredita que seria necessário fazer estudos maiores e que comparassem diferentes tratamentos para atestar a eficácia e a segurança do uso da bimatoprosta. "É preciso ter cuidado e esperar até o final da pesquisa para considerar o uso desse tratamento", diz Lopes.

Sarita, porém, afirma que, há um mês, já começou a usar a subtância "off label" (para indicações não aprovadas no país) em três pacientes seus com vitiligo, que se voluntariaram para o teste. Eles serão analisados daqui a um mês, para que o tempo de uso do remédio seja o mesmo do estudo indiano.

Tanto o colírio para glaucoma quanto o produto para aumentar os cílios, ambos fabricados pela farmacêutica Allergan, são vendidos apenas com receita médica. 




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Embaixador cubano virá ao Amapá propor cooperação para cura do vitiligo


 O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) convidou o embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Rafael Zamora Rodriguez, para visitar o Amapá. O convite foi feito durante a 19ª Conferência Nacional de Solidariedade a Cuba realizada em São Paulo, de 24 a 26 de junho, quando Randolfe participou da mesa de abertura representado o Grupo Parlamentar Brasil / Cuba. Zamora virá a Macapá em  agosto para propor cooperação na área de saude, em especial no tratamento do vitiligo, especialidade que seu pais disponta como referencia mundial.
 

Vitiligo é uma doença que se manifesta na despigmentação da pele, com a formação de manchas sem cor. Há cerca de quatro milhões de pessoas no Brasil com a doença, que ainda não tem suas causas definitivamente esclarecidas. Pode estar associada a queimaduras de sol e a traumas emocionais. Os cientistas cubanos desenvolveram uma técnica com uso de melagenina para cura do vitiligo. O país foi o primeiro a isolar e usar a substância em medicamento.
Em 1970, o pesquisador cubano, Dr. Miyares Cao, estudava a placenta humana quando conseguiu isolar uma substância que estimula a produção das células responsáveis pela pigmentação da pele. Dessa experiência surgiu a medicação, à base de melagenina, capaz de repigmentar as áreas da pele tomadas pelas manchas do vitiligo. Cuba coopera com diversos países na implantação do tratamento, inclusive com o Brasil.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

- O que é a terapia de repigmentação?

Neste Artigo:
Para conseguir-se a repigmentação, devem ser produzidas novas células pigmentadas (ou melanócitos) a partir de outras já existentes. Assim, essas células novas devem ser obtidas a partir da base do folículo piloso, da borda da mancha na pele ou da própria mancha (caso a cor não tenha sido totalmente perdida).
Nesse tipo de tratamento, o paciente faz uso de uma medicação denominada psoraleno, sendo então exposto à radiação ultravioleta A (UVA). Essa radiação ativa o psoraleno, que estimula a repigmentação, ao aumentar a disponibilidade de células produtoras de pigmento, na pele. Essa resposta é bastante variável dependendo da constituição de cada paciente e do local no corpo.
O medicamento é ingerido aproximadamente duas horas antes da exposição à radiação, que é feita por exposição ao sol ou a uma fonte de UVA. O melhor horário para exposição ao sol é o compreendido entre 11:00 e 13:00, quando o sol está mais forte. Recomenda-se a realização do procedimento em dias alternados, já que a exposição excessiva à UVA é danosa.
O programa de tratamento é definido individualmente, e planejado também de acordo com as condições climáticas. Assim, em dias nublados e chuvosos, o paciente não precisa tomar a medicação, pois ela não agirá sem a correta exposição ao sol. Durante o inverno, geralmente o tratamento é interrompido, e esse período de descanso é favorável ao paciente. Embora o uso de fontes artificiais de UVA possam ser empregadas durante todo o ano, o paciente deverá consultar seu dermatologista, para que ele determine se tal tratamento é acessível e desejável. Existem fontes de UVA que podem ser adquiridas e utilizadas em casa, porém são de alto custo e o tratamento pode levar várias horas.
Os pacientes com vitiligo devem sempre proteger a pele contra a exposição exagerada ao sol, com o uso de roupas com cobertura adequada, evitando a exposição em horários mais fortes (fora do período de tratamento) e com o uso de protetores solares.
Os pacientes com vitiligo, devem fazer uso de protetores com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 15, exceto enquanto submetidos à repigmentação. Durante a exposição solar terapêutica, recomenda-se o uso de protetor com FPS 8, o qual não bloqueia a UVA necessária para o tratamento. Para evitar-se lesões oculares, o paciente deve utilizar óculos escuros com bloqueadores de radiação adequados, durante a exposição ao sol.
Uma outra forma de utilização do psoraleno, ao invés da via oral, consiste na aplicação do medicamento na região da lesão, a qual é exposta ao sol. Pode ser empregado nos casos de manchas pequenas, dispersas. Porém, esse tipo de tratamento pode expor o paciente a um maior risco de queimadura solar grave e formação de bolhas na pele.
Aproximadamente 75% dos pacientes submetidos a essa terapia apresentam algum resultado. Mesmo nesses casos, a repigmentação completa raramente ocorre. Após as primeiras semanas de tratamento, o paciente parecerá pior, devido ao maior contraste entre a pele bronzeada e a mais clara. Porém, com o tempo, a repigmentação começa e a aparência da pele melhora. Quando o paciente interrompe o tratamento durante o inverno, a maioria consegue manter pelo menos metade da pigmentação já obtida durante os meses de exposição ao sol.
Nem todos os pacientes são bons candidatos à terapia de repigmentação, sendo que os melhores resultados são obtidos nos seguintes casos:
  • Crianças e adultos jovens;
  • Perda de coloração da pele com duração inferior a 5 anos, nos casos de pacientes com mais de 20 anos de idade;
  • Os resultados são melhores em crianças acima de 10 anos, pois embora seja eficaz em crianças menores, elas são mais difíceis de interessar-se pelo método;
  • Os pacientes devem apresentar bom estado geral de saúde, não podendo apresentar sensibilidade ou alergia à luz solar. Além disso, qualquer outra doença concomitante deve ser adequadamente tratada;
  • O paciente deve ter disponibilidade para expor-se ao sol por uma a duras horas, três vezes por semana, durante os meses de verão, por período variável de dois a cinco anos;
  • Gestantes não devem ser submetidas a esse tratamento, devido aos efeitos prejudiciais do medicamento ao bebê em desenvolvimento.

UEM vai produzir medicamentos para vitiligo e câncer de próstata

O medicamento para o vitiligo entra agora em fase de ensaios clínicos avançados

 
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) vai produzir dois produtos farmacêuticos destinados ao tratamento do vitiligo e do câncer de próstata. O governo do Estado já autorizou a assinatura do convênio com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e a Steviafarma Industrial S.A. O projeto tem recursos da ordem de R$ 1,1 milhão, 20% dos quais serão investidos pela Steviafarma.
O medicamento para o vitiligo, à base de extrato de plantas e cujos resultados in vitro demonstraram grande potencial, entra agora em fase de ensaios clínicos avançados. Será testado em portadores da doença supervisionados por dermatologistas do Hospital Universitário. Coordenado pelo professor Celso Vataru Nakamura, o projeto, denominado “Desenvolvimento e Produção de Formulações Farmacêuticas para o Tratamento do Vitiligo e de Câncer de Próstata”, está sendo conduzido pelo Departamento de Análises Clínicas e pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UEM.
O medicamento para a prevenção e o tratamento do câncer de próstata será produzido a partir de isoflavona de soja. Segundo o professor Benedito Prado Dias Filho, responsável por esta parte do projeto, a literatura especializada indica que os fermentados de soja possuem um tipo de isoflavona mais eficiente do que as encontradas naturalmente em grãos. Com base nisso, a Unicamp desenvolveu um processo de fermentação, patenteado pela empresa Steviafarma.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cientistas identificam variações em dez genes associados com a resposta imunológica em portadores da doença que causa perda da pigmentação na pele (foto: Wikimedia)

Cientistas identificam variações em dez genes associados com a resposta imunológica em portadores da doença que causa perda da pigmentação na pele (foto: Wikimedia)
Uma pesquisa feita por um grupo internacional encontrou evidências de que o vitiligo está associado com mutações em genes que atuam no sistema imunológico humano. O estudo foi publicado no site da revista Nature Genetics.
Atualmente pouco se conhece sobre o vitiligo, doença caracterizada pela perda localizada da pigmentação na pele e que teria tido entre seus portadores o pop star Michael Jackson.
No artigo, os pesquisadores descrevem como descobriram variações em dez genes associados com a resposta imunológica em pessoas com o problema. Os genes integram a família Fox, conhecida por regular a expressão gênica e a funcionalidade em linfócitos T e em outras células envolvidas na defesa contra infecções.
Os pesquisadores, liderados por Richard Spritz, diretor do Programa de Genética Médica Humana da Universidade do Colorado, identificaram os genes que aumentam o risco de desenvolvimento do vitiligo ao estudar os genomas de mais de 1,5 mil portadores da doença e compará-los com os genomas de outros que não tem o problema.
Normalmente, uma resposta imunológica é algo positivo, mas no caso do vitiligo as células que protegem o organismo aparentemente se tornam muito agressivas. Elas acabam destruindo células responsáveis pela produção de pigmentos, os melanócitos, que dão coloração à pele.
A pesquisa reforça a teoria de que há múltiplos caminhos celulares que podem contribuir para a manifestação e a progressão do vitiligo. Segundo os autores, isso torna mais complexo conseguir uma compreensão completa da doença, mas, ao mesmo tempo, oferece uma grande variedade de pontos de partida para o desenvolvimento de terapias.
“O vitiligo generalizado é um distúrbio complexo que envolve não apenas genética ou o ambiente, mas uma combinação de fatores. À medida que estudarmos os caminhos envolvidos, poderemos começar a encontrar maneiras de interrompê-los”, disse Margaret Wallace, da Universidade da Flórida, um dos autores do estudo.
“Esse avanço poderá representar uma oportunidade de pôr em prática uma medicina personalizada, na qual terapias são desenvolvidas especialmente para pessoas com suscetibilidades genéticas específicas”, afirmou.
O vitiligo afeta entre 1 milhão e 2 milhões de pessoas nos Estados Unidos, de acordo com o Instituto Nacional de Artrite e Doenças Músculoesqueléticas e da Pele. Alguns portadores da doença têm mais propensão à manifestação de outras doenças autoimunes.
O artigo Common variants in FOXP1 are associated with generalized vitiligo (doi:10.1038/ng.602), de Richard Spritz e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Genetics em http://www.nature.com/ng/journal/vaop/ncurrent/abs/ng.602.html.
Referência: Agência Fapesp/foto